Este artigo é informação geral, não orientação médica. Fale com seu obstetra ou ultrassonografista sobre a sua gestação e os seus exames.
Para saber se é menino ou menina com confiança, há três caminhos: a sexagem fetal (exame de sangue da mãe, a partir de cerca de 7 a 8 semanas), o NIPT (exame de triagem de sangue, a partir de 10 semanas) e o ultrassom (com mais chance de acerto a partir do fim do primeiro trimestre e, principalmente, no exame de 18 a 22 semanas). Simpatias, formato da barriga e enjoos não têm relação comprovada com o sexo. A tabela abaixo resume tudo, com as fontes.
Os métodos lado a lado
A sexagem fetal é o método mais precoce; o ultrassom do segundo trimestre é o mais comum.
| Método | A partir de quando | Confiabilidade (fonte) | Observações |
|---|---|---|---|
| Sexagem fetal (DNA fetal no sangue da mãe) | Cerca de 7 semanas | Entre 7 e 12 semanas: sensibilidade 94,8% e especificidade 98,9%; após 20 semanas: 99,0% e 99,6% (JAMA, 2011) | Antes de 7 semanas e em testes de urina, os resultados não foram confiáveis |
| NIPT (DNA livre, triagem genética) | 10 semanas | É um exame de triagem para alterações cromossômicas, incluindo dos cromossomos sexuais (ACOG) | Resultado em cerca de 1 semana; pergunte ao laboratório se o laudo informa o sexo |
| Ultrassom de 11 a 14 semanas | 11 semanas | 94,4% de acerto quando o sexo foi atribuído, mas só foi possível atribuir em 78% dos casos; 88,3% no começo e 98,6% no fim da faixa (estudo de 2023) | Num estudo brasileiro, o acerto foi de 72% com 11 semanas, 85% com 12 e 89% com 13 (RBGO, 2001) |
| Ultrassom de 18 a 22 semanas | 18 semanas | Pode ser possível ver o sexo se o bebê estiver em boa posição (ACOG); não há 100% de certeza (NHS) | É o exame que avalia a anatomia; o sexo é um bônus |
| Simpatias, barriga, enjoo | Qualquer momento | Sem relação com o sexo do bebê (Birth, 1999) | Bom para brincadeira, não para decidir |
Sexagem fetal: o exame de sangue
A sexagem fetal procura pedaços do cromossomo Y no sangue da mãe; se encontra, é menino. Durante a gestação, um pouco do DNA do bebê circula no sangue materno. Se o exame encontra sequências do cromossomo Y, o resultado é menino; se não encontra, menina.
Uma revisão de 57 estudos publicada no JAMA em 2011 mostrou:
- entre 7 e 12 semanas: sensibilidade de 94,8% e especificidade de 98,9%;
- entre 13 e 20 semanas: 95,5% e 99,1%;
- depois de 20 semanas: 99,0% e 99,6%;
- antes de 7 semanas e com urina: resultados não confiáveis.
Na prática: fazer cedo demais aumenta a chance de um falso “menina”, porque pode ainda não haver DNA do bebê suficiente no sangue. Se o resultado for menina e o exame foi feito bem no começo, pergunte ao laboratório se vale repetir. A semana mínima varia de laboratório para laboratório.
NIPT: triagem genética que também olha os cromossomos sexuais
O NIPT é um exame de triagem, não de sexo, mas analisa os cromossomos X e Y. Segundo o ACOG, o teste de DNA livre pode ser feito a partir de 10 semanas, leva cerca de uma semana para ficar pronto e rastreia síndrome de Down e outras alterações, incluindo dos cromossomos sexuais. Um resultado alterado precisa ser confirmado por um exame diagnóstico. A indicação e a escolha do exame são uma conversa com o seu obstetra.
Ultrassom: quando o sexo aparece na tela
No ultrassom, o profissional olha a região genital do bebê; quanto mais avançada a gestação, maior a chance de acerto.
- De 11 a 14 semanas, o que se avalia é o ângulo do tubérculo genital (a “teoria do nub” vem daí). Num estudo com 567 fetos, o acerto foi de 94,4% quando foi possível atribuir o sexo, o que aconteceu em 78% dos casos. Num estudo brasileiro publicado na RBGO, com 592 gestantes, o acerto geral foi de 84%. Mais detalhes em teoria do nub.
- De 18 a 22 semanas, no exame padrão que o ACOG recomenda, o sexo pode ser visto se o bebê estiver em boa posição. O NHS lembra que o profissional nunca tem 100% de certeza e que, com o bebê numa posição ruim, pode ser impossível dizer.
Quer saber por que o ultrassom às vezes erra? Veja menino ou menina no ultrassom.
E as simpatias, a barriga pontuda e o enjoo?
Não funcionam como teste. Num estudo publicado na revista Birth, com 104 grávidas que não sabiam o sexo, o formato da barriga, os enjoos e a comparação com gestações anteriores não tiveram relação com o sexo do bebê. Teste do bicarbonato, da aliança e tabela chinesa entram na mesma categoria: são diversão. O blog conta a história de cada um em teste caseiro para saber se é menino ou menina e em sintomas de menino ou menina.
Enquanto o resultado não chega: um palpite só para brincar
Se vocês decidiram esperar, ou querem uma brincadeira antes do exame, dá para fazer um chá revelação no celular. No chá revelação do SeeMyBaby, você puxa a fita de uma caixa, ouve os tambores e vê balões rosa ou azuis. O resultado é um palpite divertido da IA, só por diversão, não um resultado médico, e não substitui nenhum dos exames acima. Quem já sabe o sexo informa no app, e nenhum palpite é feito.
Fontes
- Devaney SA et al. Noninvasive fetal sex determination using cell-free fetal DNA. JAMA, 2011.
- Schaefer EC et al. First trimester identification of fetal sex by ultrasound. Arch Gynecol Obstet, 2024.
- Schupp TR et al. Identificação ultra-sonográfica do sexo fetal entre a 11ª e a 14ª semana. RBGO, 2001.
- Perry DF et al. Are women carrying “basketballs” really having boys? Birth, 1999.
- ACOG, Ultrasound Exams e Prenatal Genetic Screening Tests.
- NHS, Ultrasound scans in pregnancy.
Perguntas que os pais fazem
Com quantas semanas dá para saber o sexo do bebê?
Pela sexagem fetal, a partir de cerca de 7 semanas; pelo NIPT, a partir de 10; pelo ultrassom, com mais segurança no exame de 18 a 22 semanas.
Sexagem fetal é confiável?
Na revisão do JAMA, a sensibilidade foi de cerca de 95% entre 7 e 20 semanas e de 99% depois de 20 semanas, usando sangue. Exames muito precoces ou de urina não foram confiáveis.
Ultrassom pode errar o sexo?
Pode, principalmente no primeiro trimestre ou quando o bebê está em posição ruim. Por isso o NHS diz que o profissional nunca tem 100% de certeza.
Barriga pontuda é menino?
Não há relação comprovada. Um estudo com 104 grávidas não encontrou ligação entre o formato da barriga e o sexo do bebê.
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